12 de abr de 2013

0 O que está no seu íntimo?


“Então, disse Maria: A minha alma engrandece ao Senhor, e o meu espírito se alegrou em Deus, meu Salvador, porque contemplou na humildade da sua serva. Pois, desde agora, todas as gerações me considerarão bem-aventurada, porque o Poderoso me fez grandes coisas. Santo é o seu nome. A sua misericórdia vai de geração em geração sobre os que o temem. Agiu com o seu braço valorosamente; dispersou os que, no coração, alimentavam pensamentos soberbos. Derribou do seu trono os poderosos e exaltou os humildes. Encheu de bens os famintos e despediu vazios os ricos. Amparou a Israel, seu servo, a fim de lembrar-se da sua misericórdia a favor de Abraão e de sua descendência, para sempre, como prometera aos nossos pais. (Lc.1:46-55)

Esta oração de Maria, envolve o que está no seu íntimo. Na Bíblia, existem três tipos de comunicação: Quando Deus fala;
quando o homem fala, e quando o diabo fala. E, neste caso, quem fala, é Maria. Ela não estava envolvida pelo Espírito Santo, mas expressa-se através das suas próprias palavras. Com certeza, Maria não era alguém popular, até porque, naquela altura, a mulher não tinha qualquer valor. Mas, a partir do momento que gerasse o Senhor Jesus, o Filho do Altíssimo, passaria a ser considerada na História; todos saberiam da sua existência, pois fora escolhida a “dedo” por Deus. E ela reconheceu isso… 
Com as suas próprias palavras, evidencia o que Deus fizera no seu interior, embora não se considerasse “digna” o suficiente, para o efeito. “A sua misericórdia vai de geração em geração…” Porque Maria diz isto? Porque não se considerava perfeita! Quem refere a misericórdia de Deus são os que estão atentos ao seu íntimo; que vêem  e reconhecem, os seus próprios erros e falhas. Quando olhamos para o nosso interior, percebemos o quão dependentes, precisamos ser, de Deus, assim como gratos para com Ele. 
Maria já era grata “…porque o Poderoso me fez grandes coisas…” Mesmo sem ter acontecido nada de visível na sua vida. Mas, só o fato de ela carregar no seu interior, o próprio Deus – o Senhor Jesus – o via como algo inexplicável. Quando temos um encontro com Deus… Quando O temos no nosso interior, exultamos e contemplamos. Damos graças por tudo o que Ele faz, e tem feito, na nossa vida. “…dispersou os que, no coração, alimentavam pensamentos soberbos…” Deus vê o que está no seu interior. Se alimenta aquilo que os seus olhos vêm ou se rege a sua vida pelo “sentir”, como temos falado… 
O que as pessoas não vêm, Deus vê; Ele sabe o que você nutre, no íntimo. O que se tem destacado em si? O que ocupa o seu dia-a-dia? Vive em função das outras pessoas? Baseia-se nos bons ou maus exemplos, alheios? Sempre há algo que prende demasiado a sua atenção: Pode ser um sentimento; o passado; um trauma… Às vezes, quer defender-se; justificar-se… Mas não quer confiar! 
No entanto, Deus só age valorosamente, quando dependemos d’Ele. Quando não passamos “à Sua frente”, receando que Ele não cumpra com o prometido. Na verdade, desta forma, não se crê! Isto torna-se em preocupação; dúvida… “Derribou do seu trono os poderosos…” Aqui, Maria vê Deus derribar o trono dos poderosos! 
Seja qual for considerada a ameaça… Contempla Deus! Confia n’Ele! Não justifica, não toma a justiça nas suas mãos, mas deixa nas mãos de Deus. “Encheu de bens os famintos…” Porquê os famintos? Porque aquele que tem sede, no seu interior, por ser justo para Deus, não se justifica para o “homem”. Normalmente, este é o rico, que tem que sair, sempre, a ganhar com as suas palavras. Mas, aquele que confia em Deus, tem paz… Não há que justificar; dizer seja o que for… Deus proverá!
“Amparou a Israel, seu servo, a fim de lembrar-se da sua misericórdia a favor de Abraão e de sua descendência, para sempre.” Repare como Maria via Deus… Há pessoas que, no seu íntimo, dizem: “ Estou a viver uma injustiça; os poderosos abafam-me…” E, assim, não confiam em Deus. Mas quem confia e vive na dependência de Deus, aprecia-O, independentemente de qualquer coisa; tem bons olhos. 
Deve prestar atenção na conduta; nas atitudes. Observe porque Deus escolheu Maria… Olhe a gratidão; o engrandecimento; a exultação a Ele. Israel havia cometido muitos erros, e Maria viu-O como misericordioso; que ampara; tem paciência. Deus cumpre sempre o prometido, mas Maria não precisou vê-lo para crer. Não era o fato de carregar o filho de Deus, que a fazia louvar. As palavras apenas refletiam o seu íntimo… “Porque a boca fala do que está cheio o coração.” (Mt.12:34)
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